pwii8302

Foram ontem conhecidas as quatro vencedoras da 15ª edição daquelas que são atualmente consideradas uma das mais prestigiantes distinções no nosso país.

Foi distinguido o trabalho de Patrícia Costa Reis pediatra no Hospital de Santa Maria e professora na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa; Joana Cabral, investigadora no Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho; Joana Caldeira, investigadora no Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S/INEB) da Universidade do Porto; e Diana Madeira, investigadora no CESAM/ECOMARE da Universidade de Aveiro.

Investigações sobre lúpus, discos intervertebrais, redes cerebrais e vida nos oceanos permitiram às quatro cientistas portuguesas a conquista desta medalha que incluiu, pela primeira vez,projetos de investigação em Engenharias e Tecnologias para a Saúde ou para o Ambiente, além da categoria das Ciências e da Saúde e Ciências do Ambiente, já existentes nas edições anteriores.   

O concurso, que decorreu entre 4 de junho e 17 de setembro de 2018, recebeu 70 candidaturas de mulheres doutoradas, com idades entre os 30 e os 36 anos, cujos trabalhos foram analisados por um júri presidido por Alexandre Quintanilha, Presidente da Comissão de Educação e Ciência e constituído por cientistas de reconhecido mérito no domínio das áreas de investigação abrangidas.

Cada investigadora premiada recebeu a sua “Medalha de Honra” e 15 mil euros, um financiamento que visa ajudar a prosseguirem os projetos originais na área da investigação e abrir novos horizontes e vias de investigação nas suas áreas.
As medalhas foram entregues por Cátia Martins (CEO da L’Oréal Portugal), Cecília Arraiana (em representação de Alexandre Quintanilha) e Maria Cavaco Silva.

As “Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência” foram criadas pela L’Oréal Portugal, em conjunto com a Comissão Nacional da UNESCO (CNU) e com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) com o objetivo de promover a participação das mulheres na Ciência. Em 15 anos, 49 jovens investigadoras foram premiadas em Portugal.

A nível internacional, há 20 anos que a L´Oréal-UNESCO For Woman in Science reconhece projetos de investigação originais e promissores e destaca a importância das mulheres na ciência.

Visualize as fotografias do evento aqui.

medalhas honra 2019 fwis diana madeira

DIANA MADEIRA - CESAM/ECOMARE, Universidade de Aveiro

Doutorada em Química Sustentável, Diana Madeira procura compreender o modo como, ao longo de várias gerações, os organismos marinhos estão a responder às alterações climáticas e à poluição que têm vindo a pressionar de forma crescente o equilíbrio dos oceanos e da vida que neles existe. Pretende também conhecer quais são os mecanismos moleculares e celulares que os invertebrados marinhos induzem para responder a estas pressões ambientais e de que forma estes mecanismos estão relacionados com parâmetros, como a sua capacidade de sobrevivência e o seu sucesso reprodutivo.

 

JOANA CABRAL - Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde, Universidade do Minho

Representar as redes funcionais em que se organiza o cérebro humano saudável e entender porque se encontram alteradas em doentes neurológicos e psiquiátricos através da matemática, é o objetivo do estudo desenvolvido por Joana Cabral, doutorada em Neurociência Teórica e Computacional. A Investigadora acredita que a matemática, com os seus princípios universais, conseguirá fornecer um modelo teórico unificador e capaz de representar os mecanismos biofísicos que governam a atividade cerebral.

 medalhas honra 2019 fwis joana cabral

PATRÍCIA COSTA REIS - Instituto de Medicina Molecular/ Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa /Hospital de Santa Maria

A Médica e Investigadora Patrícia Costa Reis dedicou o seu doutoramento ao estudo do Lúpus. Com este trabalho pretende perceber se os doentes com Lúpus têm uma maior permeabilidade do intestino, o que poderá ser responsável pela passagem de bactérias aí existentes para a circulação sanguínea e, assim, contribuir para a ativação crónica do sistema imunitário. Este projeto poderá estabelecer as bases necessárias para novas estratégias terapêuticas, como antibióticos ou vacinas que alterem o microbioma, e, assim, controlem o sistema imunitário e a atividade da doença.

 medalhas honra 2019 fwis patricia costa reis
medalhas honra 2019 fwis joana caldeira 

JOANA CALDEIRA  - i3S Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, Universidade do Porto

Joana Caldeira, doutorada em Biomedicina, pretende aliar a utilização da tecnologia de edição genética CRISPR (CRISPR/Cas9) a terapias com células estaminais, para a regeneração dos discos intervertebrais que afetam a dor lombar. Esta dor afeta mais de 70% da população mundial, seja devido ao processo natural de envelhecimento, a traumas diversos ou por predisposição genética. Com este projeto pretende melhorar as já promissoras terapias com células estaminais e abrir portas para a primeira terapia regenerativa do disco intervertebral baseada na tecnologia CRISPR. Os resultados obtidos criarão as bases de ensaios clínicos pioneiros para inverter a realidade atual.

  

Fonte das fotografias e biografia: https://www.fct.pt/noticias/index.phtml.pt?id=427&/2019/2/15.%C2%AA_edi%C3%A7%C3%A3o_das_%E2%80%9CMedalhas_de_Honra_L%E2%80%99Or%C3%A9al_Portugal_para_as_Mulheres_na_Ci%C3%AAncia%E2%80%9D

 

 

  • Partilhe