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“Transformar a educação”

12 de agosto de 2019

Por todo o mundo, os jovens enfrentam desigualdades no âmbito da educação. Contudo, também são atores decisivos na transformação da educação que reivindicamos. As suas ideias e o seu espírito inovador precisam de ser ouvidos se quisermos alcançar os objetivos comuns definidos na Agenda 2030, a qual representa a nossa maior oportunidade para construirmos sociedades mais inclusivas e justas.

A educação está no cerne da ação levada a cabo pela UNESCO para um mundo onde a educação de qualidade possa estar ao alcance de todos, sem deixar ninguém para trás. A educação não se limita à obtenção de um diploma – é antes uma aprendizagem, a implementação de sistemas que permitem aos jovens adquirirem novas aptidões e qualificações, e a contribuição significativa para o progresso das sociedades.

Por este motivo, a transformação da educação é fundamental para alcançarmos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Por ocasião do Dia Internacional da Juventude, a UNESCO intervém para pedir uma educação mais inclusiva e acessível para todos os jovens, nos quatro cantos do mundo. Devemos, assim, minimizar os obstáculos que dificultam a aprendizagem e garantir a inclusão de todos os educandos na educação. Os jovens devem participar plenamente na remodelação de uma educação que é para eles e que a eles pertence.

Se não incluirmos as opiniões dos jovens - mulheres, homens, membros da comunidade LGBTQ+, indígenas, com deficiência ou migrantes - na construção dos nossos sistemas educativos, todos perderemos algo valioso; a riqueza de entender as diferentes culturas e mentalidades, o tesouro de aprendermos uns com os outros.

Atualmente, a UNESCO trabalha com os jovens enquanto colaboradores pró-ativos e não apenas enquanto beneficiários dos programas e projetos. Os jovens estão muito empenhados no nosso trabalho destinado a reduzir as desigualdades e a construir sociedades pacíficas através de iniciativas como o Espaço Juventude (Youth Space Initiative), a Rede de Ação dos Jovens para o Clima (Youth Climate Action Network) e o Projeto para a Prevenção do Extremismo Violento (Preventing Violent Extremism Project). Estamos a envidar esforços para promover planos que integrem as questões de género e de/a deficiência, bem como as situações de crise, levando nomeadamente em consideração a situação particular dos refugiados e das pessoas desalojadas à força. Organizamos formações com vista ao desenvolvimento das aptidões dos jovens para a criação de um futuro inovador.

Revitalizemos o compromisso coletivo para que os sistemas educativos do mundo inteiro possam não só eliminar todas as formas de discriminação como também permitir que os jovens sejam agentes de mudança de forma a que, como afirmou Rumi, “eles não sejam uma gota no oceano, mas antes o oceano inteiro numa gota.

Audrey Azoulay

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