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Património Mundial de Origem e Influência Portuguesa

O legado patrimonial edificado de valor universal excecional, a par das boas relações internacionais entre os Estados Parte na Convenção, permitiu a criação, em 2006, de uma rede de países com bens do Património Mundial de influência portuguesa – a Rede WHPO, que conta atualmente com 26 bens em 18 países: Argentina, Baharem, Brasil, Cabo Verde, China/Macau, Etiópia, Quénia, Gâmbia, Gana, Índia, Malásia, Marrocos, Moçambique, Paraguai, Senegal, Sri Lanka, Tanzânia e Uruguai. Muitos outros bens nas listas indicativas integram valores de influência portuguesa, como por exemplo as “Igrejas e Sítios Cristãos em Nagasaki” no Japão, a “Fortaleza de São Pedro da Barra” em Angola ou a “Rota do Ouro em Parati e a sua paisagem cultural” no Brasil, à qual o “Palácio, Convento e Tapada de Mafra”, na Lista Indicativa de Portugal, poderá associar-se no futuro.

Em 2006 e 2010, realizaram-se os Encontros Internacionais Património Mundial de Origem Portuguesa, organizados pela Universidade de Coimbra, a Comissão Nacional da UNESCO, o IGESPAR, o ICOMOS Portugal, o Ministério da Cultura de Portugal e o Turismo de Portugal. Tiveram como objetivo desenvolver esforços conjuntos dos países detentores de património cultural de influência portuguesa, discutir formas de cooperação efetiva para o acesso e a gestão do património mundial, nos moldes propostos pela Estratégia Global da UNESCO e salvaguardar e a promover o património como instrumento de desenvolvimento e dignificação das relações entre povos.

Em maio de 2017, ocorreu a exposição Portugal e a UNESCO: Conhecer, salvaguardar e partilhar, na qual foram explorados diversos temas, entre os quais o Património Mundial de Origem e Influência Portuguesa. A exposição remetia para a História de Portugal ao ilustrar os caminhos marítimos percorridos pelos portugueses através de sete sítios do Património Mundial em África, Ásia e América Latina, nos quais os portugueses receberam e transmitiram influências durante séculos.