Comissão Nacional da UNESCO

Ministério dos Negócios Estrangeiros

Côa e Siega Verde

SÍTIOS PRÉ-HISTÓRICOS DE ARTE RUPESTRE DO VALE DO RIO COA E DE SIEGA VERDE

[bem transnacional: Portugal / Espanha]

[ Data de inscrição: 1998 - Data de extensão: 2010 | Critérios: (i) (iii)]

 

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                                                            © António Martinho Baptista

A Arte do Coa foi uma das mais importantes descobertas arqueológicas do Paleolítico superior em finais do século XX em toda a Europa. Permitiu identificar um conjunto muito extenso de testemunhos de arte rupestre ao ar livre, datados entre ±25.000 a.C. a 10.000 a.C.

Naturalmente que permanece o enigma fundamental: qual o significado, qual a intenção dos autores destas gravuras e algumas pinturas? Decerto a marcação territorial de uma área considerada vital, envolvendo a água e o rio como entidades que contribuíram para identificar estes lugares como sítios de potenciais hierofanias. E também a certeza de que as populações seminómadas do Paleolítico superior europeu não confinaram às grutas os seus impulsos artísticos.

Nas rochas de xisto das margens do Rio Coa, encontram-se gravados inúmeros animais, quase todos destas quatro espécies: auroques (touros selvagens), cavalos, veados e cabras monteses.

 

BOAS PRÁTICAS

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 © Fundação Côa Parque

Conservação

A principal preocupação tem sido a criação de uma estratégia de conservação abrangente para a arte parietal do Coa para prevenir os impactos negativos da ação humana e mitigar o desgaste natural. Estabeleceu-se um sistema de visita aos Sítios de Arte Rupestre limitando o número visitantes diários e um sistema integrado de gestão e acompanhamento das intervenções humanas com impacto na paisagem, implementou-se um Programa de Conservação para monitorizar as dinâmicas erosivas sobre este património e realizaram-se experiências piloto de conservação em afloramentos que não possuem motivos de arte rupestre para informar futuras intervenções.

 
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Tirando partido das possibilidades inovadoras oferecidas pelas novas plataformas de “redes sociais” implementou-se uma política de comunicação institucional que visa promover de forma atraente, pedagógica e lúdica o património de Arte Rupestre do Vale do Coa. Assim, criou-se um canal no YouTube (www.youtube.com/museudocoa) e uma página no Facebook (www.facebook.com/museudocoa) que têm tido forte adesão. O Parque/Museu do Coa conquistou em 2013 o Certificado de Excelência Tripadvisor.

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 © Fundação Côa Parque

Sensibilização para o Património

Entre outras iniciativas, destaca-se a realização de Fins-de-semana temáticos no Museu do Coa com os Municípios da região, que aproveitam para fazer um “show-case” do seu património global. A cooperação transfronteiriça com as autoridades espanholas que gerem o Sítio de Siega Verde traduz-se na sensibilização conjunta para o património regional através da criação dum Roteiro e de um bilhete conjunto em que a entrada numa das atrações é gratuita. Para os habitantes da região há tarifas reduzidas no ingresso do Museu. O público escolar beneficia dum preçário ainda mais económico.